Apoiar os jovens no desenvolvimento de uma imagem corporal saudável


Ser cuidador de uma criança ou adolescente nunca foi fácil. Com a presença constante das redes sociais, fotos alteradas digitalmente e marketing direcionado pelas indústrias de beleza e dieta, apoiar os jovens no desenvolvimento de uma imagem corporal saudável pode parecer especialmente desafiador.

O IMPACTO DE UMA IMAGEM CORPORAL NEGATIVA

A imagem corporal negativa é um problema comum que os adolescentes enfrentam. Afecta 40-50% das crianças em idade escolar, com mais de 70% das adolescentes a relatar o desejo de mudar a sua forma ou peso. Freqüentemente, as meninas sentem pressão para ter um corpo menor, enquanto os meninos sentem pressão para ter um corpo mais musculoso. As preocupações com a imagem corporal estão presentes em todas as culturas e identidades sociais.

Uma imagem corporal negativa está associada à depressão, baixa autoestima e comportamentos prejudiciais de controle de peso. Por outro lado, os jovens com uma imagem corporal positiva são menos propensos a fazer dieta, realizar vigilância corporal (verificar regularmente o corpo), beber álcool ou fumar cigarros.

O QUE PODEMOS FAZER?

Então, como podemos apoiar nossos filhos a terem um relacionamento mais saudável com seus corpos?

1. Use uma linguagem positiva ou neutra

É importante estar ciente das palavras que usamos para descrever corpo, alimentação e exercícios. Estes são exemplos de frases neutras ou positivas:

  • A beleza parece diferente para cada pessoa.
  • Comer é uma forma de abastecer nosso corpo.
  • O movimento saudável é bom para todos.

2. Tente evitar rótulos

Cada família tem uma cultura diferente em relação à alimentação, mas pode ser útil ficar longe de rótulos gerais. Quando chamamos a comida de boa ou ruim, saudável ou não, isso pode ser enganoso. Também pode levar a sentimentos de culpa e comportamento extremo de controle de peso. Por exemplo, embora a maioria das pessoas considere a couve “saudável”, não é saudável comer apenas couve em todas as refeições. Se considerarmos o bolo “não saudável” e nos recusarmos a comê-lo, isso poderá levar à perda de celebrações (como festas de aniversário) e a sentimentos de privação. Isso pode levar a comer mais bolo do que o pretendido.

3. Esteja atento a como você fala sobre si mesmo

A maneira como você fala sobre si mesmo é um exemplo de como os jovens falam sobre si mesmos. Fale sobre você de uma forma receptiva. Pode ser útil concentrar os comentários no que o corpo pode fazer e não na sua aparência.

4. Incentive os jovens a pensar criticamente sobre a mídia

Pergunte ao seu filho ou adolescente o que ele pensa sobre as imagens que vê e incentive-o a estar atento a quem segue. Eles acham que as imagens são reais ou alteradas? Isso os faz se sentir bem consigo mesmos? Além disso, explique que o ideal de beleza da sociedade está sempre mudando. Se o perseguirem, estarão perseguindo um alvo em movimento e talvez nunca se sintam bons o suficiente.

5. Esteja atento aos sinais de alerta

Fique atento aos sinais de alerta de desenvolvimento de preocupações com a imagem corporal, como:

  • Mudança de emoções ou comportamentos: ficar mais triste ou ansioso do que o normal ou evitar atividades que gostava (por exemplo, ir à piscina).
  • Padrões alimentares desordenados: pular refeições, não comer em determinados ambientes ou mudanças nas rotinas de exercícios ou nas quantidades ou escolhas alimentares.
  • Provocações e bullying: seja em casa, na escola ou na vizinhança, o bullying pode levar a uma imagem corporal deficiente. Pare qualquer provocação que você notar e converse com seu filho ou adolescente sobre outros comentários que ele possa estar ouvindo.
  • Conversa interna negativa: Se seu filho fala negativamente sobre si mesmo, pode ser um sinal de que ele precisa de apoio. O que eles dizem em voz alta pode mostrar como estão se sentindo por dentro.

Quando procurar ajuda

Dois sinais de alerta que sinalizariam que seu filho precisa de ajuda profissional são um aumento no sofrimento e/ou uma diminuição no funcionamento. Recomendo começar compartilhando suas preocupações com seu pediatra e ele poderá orientá-lo sobre suporte de saúde mental em sua comunidade. Se o seu filho adolescente já está em terapia, traga suas preocupações para que possam ser integradas ao plano de tratamento mais amplo.